sábado, 18 de outubro de 2008

TIPOLOGIAS TEXTUAIS (II)

2. Texto descritivo

O que pode ser descrito:

- tempo histórico-social;

- tempo atmosférico;

- espaço/lugar

- pessoa (retrato)

• o seu corpo (retrato físico);

• a sua maneira de ser e de se comportar (retrato psicológico) ;

- objectos.

Finalidade da descrição: os momentos descritivos de um texto fornecem o pano de fundo, o cenário de acções ou estados de coisas.

Recursos da língua:
- adjectivos e expressões qualificadoras;
- verbos de estado ou verbos copulativos;
- verbos no presente do indicativo ou no pretérito imperfeito do indicativo.

Modos de organização textual hierárquica:
- indicação do que se vai descrever (tempo, espaço, pessoa), referido globalmente;
- divisão nas suas partes constitutivas, com a indicação das características de cada parte;
- cada parte pode ainda sofrer subdivisões, com nova gama de características a discriminar.

(Fonte: A Casa da Língua, 9º. Porto Editora)

Esse quarto grande e comprido comunica com um quarto pequeno e quadrado, onde a parede da esquerda está quase totalmente ocupada por um toucador de mogno e mármore que tem, no centro um grande espelho oval. No toucador reinam os boiões e os frascos, as escovas e os pentes. Há o frasco de vidro dentro da caixa verde, a caixa de loiça, a tesoira, o anel esquecido, a écharpe caída.

Sophia de Mello B. Andresen, "A casa do Mar", in Histórias da Terra e do Mar.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Discurso Directo/Discurso Indirecto

Sistematização


1.Discurso Directo: corresponde à transcrição das falas das personagens, num texto. Formalmente, no texto escrito, surge depois de dois pontos – antecedidos ou não de um verbo declarativo (dizer, perguntar, responder, …) -, parágrafo e travessão.

2. Discurso Indirecto: corresponde à reprodução da fala de personagens, por outra personagem ou pelo narrador, implicando algumas transformações, sobretudo ao nível dos indicadores de tempo e de espaço.



Discurso directo:

Sujeito da enunciação (todos os determinantes e pronomes associados ao sujeito da enunciação, bem como a pessoa verbal )
1ª e 2ª pessoas
Tempo e modo verbal
Presente; pretérito perfeito; futuro e imperativo.
Elementos definidores de espaço e tempo (advérbios de tempo e de lugar)

Maior proximidade Ex.: aqui, agora

Discurso Indirecto:

Sujeito da enunciação (todos os determinantes e pronomes associados ao sujeito da enunciação, bem como a pessoa verbal)

3ªPessoa
Tempo e modo verbal
Pretéritos: imperfeito, mais-que-perfeito
condicional; imperfeito do conjuntivo

Elementos definidores de espaço e tempo (advérbios de tempo e de lugar)
Maior afastamento Ex.: acolá, naquele lugar, dantes, ...


Nota: No discurso indirecto utiliza-se a seguir ao verbo a conjunção integrante que (disse que…) ou se (perguntou se …) no caso das interrogativas.

Discurso directo:
- Vai para casa – disse a mãe.
Discurso indirecto:
A mãe disse que fosse para casa.

Discurso directo:
- Gostas de cozinhar, Pedro? – perguntou a Mariana.
Discurso indirecto:
A Mariana perguntou ao Pedro se ele gostava de cozinhar.
(Fonte: Preparação para o exame Nacional, 9º ano. Porto Editora)
Tarefa:
Transformar (discurso directo/discurso indirecto) os últimos cinco parágrafos do conto A Torre da Má Hora (pág. 78).

Discurso Directo e Discurso Indirecto:

http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=16249


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

Resumo e reconto

Palavras Parónimas

Menina dos olhos verdes,
Porque me não vedes?

Eles verdes são,
E têm por usança
Na cor, esperança,
E nas obras não.
Vossa condição
Não é de olhos verdes
Porque me não vedes.

Haviam de ser,
Por que possa vê-los,
Que uns olhos tão belos
Não se hão-de esconder;
mas fazeis-me crer
Que já não são verdes,
Porque me não credes.
Luís de Camões, Lírica.


O Nosso Ruas
Inda não é tão roaz como parece
Porque se compadece
Cá da rapaziada postulante;
Mas o tratante
Do Frederico
Quer só feder de rico
Juntando aos dezasseis tostões, aos trinta,
Inda que nos engane! inda que minta.
João de Deus, Campo de Flores.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vida de Estudante

Estudar é muito importante,
mas pode-se estudar de várias maneiras...
Muitas vezes estudar não é só aprender
o que vem nos livros.
Estudar não é só ler nos livros
que há nas escolas.
É também aprender a ser livres
sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante,
às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante
para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever,
mas também a viver,
mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer,
aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros,
a ajudar os outros,
a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros
aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo
e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir,
também é saber dar
o que a gente souber dividir
Para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado
sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado
é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro,
ter uma cabeça que saiba pensar,
pois, na escola da vida,
primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal
é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música,
quando se ouve um pássaro,
pode ser a mais bela redacção do mundo...
Estudar é muito mas pensar é tudo!
José Carlos Ary dos Santos

Trabalho...

Não se esqueçam de ler o conto "A Torre da Má Hora", de Manuel da Fonseca.