quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Torre da Má Hora (II)

Agora do 9ºB, o trabalho da Graça e da Marta.


A Torre da Má Hora (I)

Aqui está o trabalho elaborado por um dos grupos do 9ºE: Hugo; João Costa; João Cunha e Ricardo.
Devidamente autorizado pelos Encarregados de Educação.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Áreas gramaticais

Uma possível hierarquia de estudo







sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

História da Língua Portuguesa

Vocábulos Pré-Latinos

a) Ibéricos. São poucos e de origem discutível: arroio, baía, balsa, bezerro, bizarro, cama, esquerdo, morro, sapo, sarna; e os sufixos: -arra, -erro, -orro (bocarra, naviarra...). b) Celtas. A influência do povo celta manifesta-se sobretudo no campo fonético: brio, caminho, camisa, carro, dólmen, grama, légua, lousa, raio, touca, Coimbra, Bragança. c) Fenícios e Cartagineses. Estes dois povos falavam a mesma língua. Alguns vocábulos que ficaram no nosso idioma: barca, mapa, saco. d) Gregos. Com origem anterior a chegada dos Romanos, temos: academia, bolsa, cara, cola, democracia, dióspiro, étimo, governar, liceu, pedagogo; etc. Com o Cristianismo muitas outras palavras gregas foram difundidas: anjo, apóstolo, bispo, bíblia, crisma, diabo, diocese, paróquia. e) do Hebreu: aleluia, ámen, sábado; Abraão, Judite, etc.

V
ocábulos Pós-Latinos - Proveniências:


a) Germânicos: Geralmente referidos a arte militar, utensílios adubar, arauto, arreio, agasalho, barão, banco, bandeira, canivete, dardo, esgrima, elmo, galardão, guerra, marechal, orgulho, rico, trégua. Os quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Este e Oeste. Alguns nomes próprios: Ataulfo, Frederico, Godofredo, Ramiro, Recaredo, Rui.
b) Árabes. São numerosos os vocábulos de influência árabe. Muitos reconhecem-se pelo artigo AL: álcool, alface, alfazema, alfafa, alfinete, álgebra, algema, algodão, alqueire,;café, mesquinho, refém, xarope, xadrez, zero; a interjeição oxalá; (queira Alá); o pronome fulano; etc.
c) Provençais. Algumas palavras deste idioma entraram no português arcaico por influência da poesia provençal (poesia trovadoresca): anel, alegre, assaz, jogral, trovador; etc.
d) Franceses. A língua francesa é que mais tem contribuído para a língua portuguesa, desde o século XVII, sobretudo pela grande influência que a literatura francesa exerceu sobre a cultura portuguesa. São inúmeros os francesismos (ou galicismos): abat-jour, ancestral, apartamento, assassinato, atelier, avalanche, avenida, banal, bicicleta, blague, bouquet, ca-bine, chance, chauffeur (chofer), comité, detalhe, elite, envelope, feérico, felicitar, fetichismo, flanar, governante, greve, maquete, menu, nuance, omelete, reclame, restaurante, revanche, silhueta, toilette, tricot (tricô), vitrina; etc.
e) Espanhóis. Também é significativo o número de vocábulos espanhóis no nosso idioma: bolero, castanhola, cavalheiro, colcha, cordilheira, façanha, fandango, frente, hediondo, lhana, mantilha, neblina, novilho, pandeiro, pastilha, picaresco, realejo, rebelde, redondilha, sainete, trecho, etc.
f) Italianos. A maioria dos vocábulos oriundos de Itália dizem respeito à arte (pintura, música, poesia, teatro): adágio, aguarela, ária, bandolim, camarim, cenário, concerto, dueto, maestro, madrigal, piano, serenata, solfejo, soneto, soprano, tenor, violoncelo. São também de origem italiana: alerta, arlequim, balcão, banquete, boletim , carnaval, confeti, festim, fiasco, gazeta, macarrão, mortadela, palhaço, pastel, piloto, poltrona, salame, salsicha, sentinela, talharim, tômbola; etc.
g) Ingleses. Os anglicismos também são em número bastante elevado, graças às relações comerciais e políticas: bar, basquetebol, bife, clube, dólar, futebol, gin, grogue, iate, jóquei, júri, macadame, panfleto, piquenique, pudim, recital, repórter, revólver, sanduíche (posteriormente sandes), teste, túnel, turfe, etc.
h) De outras origens:
1. Alemão: bismuto, cobalto, gás, manganês, vagão, valsa, vermute, zinco.
2. Russo: bolchevique, czar, czarina, escorbuto, estepe, rublo, vodca.
3. Polaco: mazurca, polca.
4. Turco: casaca, caviar, cossaco, gaita, horta, paxá, sandália.
5. Holandês: escuma, quermesse.
6. Africano: banana, banjo, girafa, macaco, moleque, zebra; mandinga, macumba, muamba; cachaça, cuscuz; jiló, marimbombo; maxixe, batuque, berimbau; etc.
7. Americano:
- Antilhas: canoa, colibri, furacão, tabaco.
- Chile: abacate, cacau.
- México: tomate, batata.
- Peru: alpaca, charque, mate, vicunha.
- Brasil: na fauna: araponga, arara, tatu, urubu, etc; na flora: abacaxi, mandioca, sapé, etc; alimentos, utensílios, crenças, etc.: caipira, curupira, piracema, etc.; topónimos: Guanabara, Pará; etc.; antropónimos: Araci, Iracema, Jurema, Jandira, etc.
8. Pérsia: bazar, divã, paraíso, tafetá, tulipa, turbante, anil, azul, jasmim.
9. Malásia: bule, bambu, catre, jangada, manga, pires.
10. Japão: biombo, gueixa, leque, quimono.
11. China: chá, chávena, ganga, tufão.
12. Sânscrito: avatar, jambo, sândalo, suarabáctil.
Por isso, e de acordo com a origem das palavras, consideram-se, por um lado, as provenientes do Latim, e, por outro, as de origem diversa. Quanto às segundas, é costume agruparem-se em três categorias:
1. Palavras Hereditárias (desde as origens até ao séc. XII). As que existiam quando a língua começou a ganhar fisionomia própria. Isto corresponde a dizer que se trata do substrato linguístico peninsular constituído por influências dos iberos, dos celtas, dos fenícios, dos cartagineses, dos gregos, aos quais se vieram somar os germanismos e os arabismos.
2. Empréstimos (desde o séc. XI até ao séc. XVI). Pertencem a esta categoria os vocábulos que entraram para a língua depois de esta se encontrar formada, contribuindo para suprir as deficiências de um idioma ainda incipiente.
3. Estrangeirismos. São palavras de outras línguas que passaram a fazer parte da língua portuguesa. Estes vocábulos começaram a enriquecer o nosso idioma sobretudo a partir do século XVI, ou seja, na sua fase moderna.

Fases
históricas do português


1. Português Proto-histórico
Estende-se do final do século IX até ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade do latim usada apenas em documentos e por isso também chamada de latim tabeliónico ou dos tabeliães). Dessa fase, os mais antigos documentos são um título de doação, datado de 874, e um título de venda, de 883.

2. Português arcaico
Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:
· do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

· do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

A este período também se chama PERÍODO FONÉTICO e inicia-se com os primeiros documentos redigidos em português e termina no século XV.
A escrita neste período caracteriza-se pela forte tendência para ortografar as palavras tal qual eram pronunciadas: honrra; ezame; etc. Porém, a ausência de uma normalização ortográfica conduzia a uma variação na representação dos sons da linguagem falada. O som /i/, por exemplo, era representado ora por i ora por y; a nasalização realizava-se através do m ou do n o do til (bem, ben, be), etc.
Por outro lado, a ortografia não acompanhou a evolução que se operava no oral, conservando-se palavras como "ler" e "ter" grafadas com vogal dupla: "leer", "teer>.

3. Português moderno

A partir do século XVI, quando a língua portuguesa se uniformiza e adquire as características do português actual. A rica literatura renascentista portuguesa, nomeadamente a produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. As primeiras gramáticas e os primeiros dicionários da língua portuguesa também datam do século XVI.

Existe um período na evolução da língua portuguesa a que também se denomina PERÍODO PSEUDO-ETIMOLÓGICO e que se inicia no século XVI e se prolonga até 1911, ano em que é decretada a reforma ortográfica, fundada nos preceitos da gramática de Gonçalves Viana, publicada em 190

As primeiras gramáticas

A primeira gramática da língua portuguesa foi publicada em 1536 por Fernão de Oliveira. A obra apresentava 50 capítulos, que abordavam desde a história da linguagem até noções de sintaxe, com destaque para os aspectos sonoros; o seu conceito de gramática era clássico: "a arte de falar e escrever correctamente". Em 1540, surge a gramática de João de Barros, cronista e historiador da expansão lusa. As duas primeiras gramáticas da língua portuguesa seguiam uma mesma filosofia humanista: a exaltação da língua portuguesa, tida como a mais próxima dos padrões latinos. Daí a latinização sintáctica e léxica dos textos literários do século XVI. (http://bibesjcp.no.sapo.pt/historiadalingua.htm)

Sobre esta temática podem consultar o sítio do Instituto Camões.

domingo, 23 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Assim escreveu… PABLO NERUDA


Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda